Como devemos fazer a obra de Deus?

1. Devemos fazer a obra de Deus, com a motivação correta.

Apesar da importância de João Batista reconhecida por Jesus (Lc 7:28), e da sua popularidade e respeito diante do povo, a ponto de correr o risco de ser identificado como o Messias, e elege um estilo de vida simples (v4), e cuida da sua motivação para não ser tragado pelo orgulho.

João não está preocupado em impressionar as pessoas com seu marketing pessoal, porque seu estilo de vida é simples, e ele escolhe o deserto (inóspito, desconhecido, sem visibilidade), porque não necessita de alta visibilidade para atrair as pessoas, elas seriam atraídas pelo poder de Deus, na baixa visibilidade. João tinha tanta consciência do seu lugar, que diz não ser digno de carregar as sandálias do mestre como escravo, como era costume na época, ou seja João reconheceu a preeminência de Jesus (v11).

João está nos ensinando que não precisamos de subterfúgios para atrair as pessoas a Jesus, além da unção, da autoridade de vida, e do poder de Deus. Por isso é que muitos de Jerusalém, de toda a Judeia, e de toda província adjacente ao Jordão, iam ter com ele no deserto. João nos ensina com sua vida, que somos apenas instrumentos nas mãos de Deus, e que na verdade pouca coisa depende de nós, porque ele afirma: O homem não pode receber coisa alguma, se lhe não for dada do céu (Jo 3:27).

Na verdade, não fomos chamados para fazer celebre nosso nome, nem para trocar subterfúgios humanos pela capacitação, pela unção e poder de Deus em nossas vidas. Porque tão importante quanto exercer um ministério é a motivação com que se exerce.

2. Devemos fazer a obra de Deus revestidos de autoridade.

A pregação e o batismo de João no deserto, foi um sinal de Deus para João iniciar seu ministério. Por isso, Jesus desce de Nazaré para ser batizado por João.

Mas João hesita em batizar Jesus, porque seu batismo era com base no arrependimento de pecados e mudança de vida. Mas a bíblia diz que Jesus em tudo foi tentado como nós, mas nunca pecou, então do que ele haveria de se arrepender? E Jesus mudaria sua vida em que? (v14). Mas Jesus o convenceu dizendo que era preciso cumprir toda a justiça de Deus (v15). Com essa atitude, Jesus estava ratificando o ministério de João. Logo, João estava revestido de autoridade pelo próprio Deus, encarnado em Jesus. Mas ali também, Jesus começa a assumir o lugar do pecador. Ou seja, ele não era pecador, mas ao ser batizado por João estava agindo como se fosse se fazendo pecado por nós. Até que finalmente na cruz, ele leva sobre si os nossos pecados.

Tanto João quanto Jesus, tiveram o testemunho de Deus e das pessoas como reconhecimento do ministério, e ambos estavam revestidos de autoridade divina para o exercício do ministério.


3. Devemos fazer a obra de Deus debaixo da aprovação de Deus.

O evangelista Lucas diz que assim que foi batizado, Jesus foi para a beira do rio e ficou em oração, e três coisas aconteceram:

Os seus se abriram, o Espírito Santo desceu como uma pomba sobre Jesus, e ouviu-se uma voz do céu que dizia: Este é o meu Filho amado, em que eu tenho prazer (v16).

A visão dos céus abertos, representam o acesso a Deus através de Jesus que aconteceria através da morte de Jesus, bem como Deus vindo ao encontro do su povo. O Espírito Santo descendo como pomba sobre ele, dão a ideia de poder, de capacitação de autorização da parte de Deus para o inicio do seu ministério (Atos 10:38). E a afirmação de que ele era o filho amado, em quem Deus tinha prazer, afirmava o seu ministério messiânico, como filho de Deus. Em tudo isso, Deus está aprovando o ministério de Jesus.

Assim também, é importante fazermos a obra de Deus debaixo da aprovação de Deus. Digo isto, porque Deus nos concede habilidades, dons e talentos para cumprirmos um propósito Dele na execução da sua obra. E com o testemunho da comunidade que reconhece nosso chamado, os resultados abençoados que colhemos em nosso ministério, o senso de realização que isso produz em nosso coração, dizem que Deus está abençoando as obras de nossas mãos, ou seja, Deus está nos aprovando. Por isso, que Jesus foi chamado de varão aprovado por Deus (Atos 2:22).

4. Devemos fazer a obra de Deus, sabendo que o amor de Deus não está associado ao nosso desempenho.

Ainda sobre afirmação: Este é o meu filho amado em quem me comprazo, podemos afirmar que muitos anos antes do nascimento de Jesus, ela já tinha sido feito (Sl 2:7; Es 42:1). Seria repetida depois desse episódio no monte da transfiguração (Mt 17:5). É interessante observar que quando Deus faz essa afirmação a respeito de Jesus, ele ainda não tinha iniciado seu ministério. E com isso a gente aprende que Deus não associa seu amor ao nosso desempenho. Ele não nos ama pelo que a gente é, e não pelo que a gente faz. Muito diferente de pais perfeccionistas e críticos que estão sempre dizendo: “poderia ser melhor”, e que associam seu amor ao desempenho dos filhos. Se Deus fizesse essa associação, diante de cada fracasso, de cada erro, deixaríamos de ser amados por ele. Deus nos ama por nós mesmos e não pelo que fazemos. E quando você ganha essa consciência, você não precisa mais sair por aí em buscando a inalcançável perfeição para ser amado por Deus. Logo, você fica livre de boa parte de suas frustrações, por não corresponder às expectativas, porque você aprenderá que Deus nunca vai exigir de você, mais do que você pode dar. E isso, por certo acabará com boa parte da culpa existencial, que carrega aquele que busca a perfeição para ser amado por Deus.


5. Devemos fazer a obra de Deus, no poder do Espírito Santo.

Foi o que afirmou João a respeito dessa capacitação (v11). E Jesus despois de ressurreto, apareceu aos seus discípulos e fez essas promessas (Jo 24:49; At 1:4-8). Eles deveriam permanecer em Jerusalém até que do alto fossem revestidos de poder, para que começassem a testemunhar, tal qual aconteceu (At 2:1-5).

Eles estavam unidos no mesmo lugar com expectativa e avidez para o cumprimento da promessa de Joel e de Jesus. Quando o Espírito encheu a casa, naquela unção coletiva, e sobre cada um pousou uma língua como de fogo, numa unção individual. Um ambiente de fé, louvor, adoração, é muito propício para esse derramar de Deus. Depois que Pedro e João curam um coxo de nascença na porta do templo, começaram a ser perseguidos pelos religiosos. Eles marcam uma vigília de oração, e unânimes falam com Deus sobre as ameaças, e pedem coragem e fé para continuarem anunciando a Palavra, e poder para fazerem milagres e maravilhas. Ao terminarem de orar diz o texto que o lugar onde estavam tremeu, e todos ficaram cheios do Espírito santo, e começaram a anunciar corajosamente a palavra de Deus (Atos 4:29-31). A mesma coisa aconteceu na célula da casa de Cornélio. Havia muitos visitantes, Pedro estava expondo a Palavra, quando o Espírito Santo foi derramado sobre eles (Atos 10:44-46).

Amados, não podemos prescindir desse enchimento do ES como capacitação para o exercício do nosso ministério, como Jesus não pôde. Cheios do Espírito Santo, receberemos de Deus a capacitação e direção para o exercício do nosso ministério pessoal. Cheios do Espírito santo, estaremos mais capacitados para manter nossa integridade diante de Deus, e nossa reputação diante dos homens, numa vida de santidade. Cheios do Espírito santo podemos fluir nos dons espirituais, tão necessários para a realização da obra de Deus. Cheios do Espírito Santo, receberemos consolo no enfrentamento das lutas. Cheios do Espírito Santo mortificaremos a carne que conspira contra nós. Cheios do Espírito, seremos iluminados para recebermos de Deus revelação na Palavra, porque Jesus disse que ele nos ensinaria e nos guiaria em toda a verdade. Cheios do espírito oraremos melhor, porque ele intercede por nós enquanto oramos. Cheios do Espírito faremos as melhores escolhas e tomaremos as melhores decisões. Cheios do Espírito Santo andaremos como sábios e não como néscios, entendendo e abraçando a vontade de Deus.


Conclusão

Que estejamos disponíveis para o ministério que Deus tem para cada um de nós, e que ele seja exercido com a motivação correta, atribuindo a Deus toda a glória, feito debaixo do revestimento de autoridade, e do poder do Espírito santo, debaixo da aprovação de Deus. E que nunca nos esqueçamos que Deus nos ama pelo que somos, e não pelo que fazermos.

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