Vazios da carne e cheios do Espírito

O termo carne presente no texto significa nossa inclinação para o mal, que tem a ver como o “velho homem”. Apesar de não sermos mais devedores à carne, podemos escolher satisfazê-la por rebelião ao Espírito. Carregamos permanentemente esse conflito dentro de nós, a carne milita contra o Espírito, mas podemos ser vitoriosos sobre a carne e para tanto precisamos:


1. Considerar os prejuízos que a prevalência da carne pode nos causar.

Em sua opinião, quais prejuízos a carnalidade nos causam?

A carne ingerida por satanás:

(1) Perverte a santidade e o propósito do sexo. 19ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição (imoralidade sexual), impureza, lascívia (ações indecentes).

(2) Coloca coisas e pessoas para ocuparem o lugar de Deus em nossa vida, além de estabelecer vínculos com entidades malignas com o propósito de receber benesses à custa do prejuízo de outros; 20idolatria, feitiçarias.

(3) Compromete os relacionamentos, de tal maneira que aquilo que deveria ser terapêutico, passa a ser patológico. A pessoa que era para ser gregária fica isolada, porque poucos querem conviver com uma pessoa carnal; 20inimizades, porfias (brigas), ciúmes, iras (acessos de raiva), discórdias (ambição egoísta), dissensões (desunião), facções (divisões). Amigos se separam, lares são destruídos, familiares se ferem, ministérios são comprometidos.

(4) Ingere os maus instintos, na medida em que promove maus hábitos, compulsões e vícios.

21invejas, bebedices (bebedeiras), glutonarias (farras) e coisas semelhantes a estas.

Quantas vidas, carreiras, famílias são destruídas por causa de vícios. Isso tudo embota a mente, a alma e compromete a integridade emocional, física e espiritual. Enfim, a carne não é convertida, não é sua amiga, e não quer seu bem!!!


2. Precisamos considerar que diante da encruzilhada entre a carne e o espírito temos que fazer a melhor escolha. Dê exemplos de encruzilhadas onde temos de escolher agir na carne ou no espírito.

1. Porque o espírito e a carne são antagônicos (opostos entre si) e auto excludentes.

Se somos muito condescendentes com nossa carne, nos tornamos pouco sensíveis ao Espírito que em nós habita. Todo dia somos colocados diante de uma encruzilhada, onde, ou respondemos aos reclamos da carne (reagindo na carne), ou nos deixamos conduzir pelo espírito (agindo no Espírito). Nessa encruzilhada você é quem vai decidir: render-se ao domínio do Espírito e fazer a coisa certa, ou render-se ao domínio da carne e fazer a coisa errada. 17porque a carne (natureza humana) milita contra o espírito, e o espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer.

Alguns exemplos. O espírito quer agir com fidelidade a carne que se aventurar em ações pecaminosas prejudicando casamentos e famílias, comprometendo a santidade. O Espírito quer adorar somente a Deus, a carne quer dividir a lealdade, colocando coisas e pessoas no lugar de Deus. O Espírito quer que você abençoe e seja abençoado nos seus relacionamentos, a carne conspira contra toda manifestação de amor e unidade. O espírito quer que você subordine instintos e vontades, que não contam com a aprovação de Deus, ao Espírito Santo, mas a carne quer dar vazão a instintos pecaminosos (Rm 8:7).


3. O que for mais alimentado prevalecerá, a carne ou o espírito. Alimentamos a carne com ambientes, conversas, entretenimentos que não edificam. Alimentamos o Espírito com ambientes, conversas, disciplinas que nos edificam (culto, devocional, célula, discipulado, livros devocionais, adoração, oração). Façamos nossa semeadura no Espírito, para que possamos colher a vida e não na carne para que não colhamos a corrupção (Gl 6:8; Rm 8:5,8).


4. Não somos mais devedores à carne, estamos potencializados para agir no Espírito (Rm 8:9,12). Estar em cristo também significa crucificar a carne. 24e os que são de cristo jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências (desejo forte e ardente). O Espírito de Deus que nos regenerou, também deve controlar nossa vida. 25se vivemos no espírito, andemos também no espírito (que o espírito de deus, que nos deu a vida, controle também a nossa vida!)


5. Precisamos considerar que somente rendidos ao Espírito, é que podemos vencer as obras da carne, manifestando seu fruto.

Compartilhe suas vitórias, onde você rendido ao Espírito venceu as obras da carne.

16digo, porém: andai no espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne (quero dizer a vocês o seguinte: deixem que o Espírito de Deus dirija a vida de vocês e não obedeçam aos desejos da natureza humana).13porque, se viverdes segundo a carne, caminhais para a morte; mas, se, pelo espírito, mortificardes os feitos do corpo, certamente, vivereis. 14pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. Rm 8

Exemplos. Rendido ao Espírito você recebe mansidão e domínio próprio para domesticar seus maus instintos, maus hábitos e vícios; 21bebedices (bebedeiras), glutonarias (farras); 22mas o fruto do espírito é: 23mansidão, domínio próprio. Rendido ao espírito você reforça a fidelidade no coração, recebendo força para vencer a imoralidade sexual, a impureza e as ações indecentes, e a idolatria; 19ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, 20idolatria, feitiçarias; 22mas o fruto do espírito é: fidelidade. Rendido ao espírito você é visitado por um sentimento de amor que não tem prazer no litígio, nas discórdias, nas dissensões e facções.

20 inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, 22mas o fruto do espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade 26não nos deixemos possuir de vanglória, provocando uns aos outros, tendo inveja.


Conclusão. Deus nos capacita com o discernimento de espírito e com a volição para dizermos não à carne, todavia o fruto do espírito não é “produção” humana. Nós simplesmente nos sensibilizamos à voz do Espírito, e nos rendemos a ele, e naturalmente manifestamos seu fruto.

Não vamos precisar nos esforçar ao máximo para: não explodir em ira, não provocar desunião, resistir a um vício, ser fiel, ficar do lado do bem, deixar Deus em primeiro lugar, simplesmente nos rendemos ao Espírito, subordinando a ele todas as nossas faculdades, e naturalmente vamos amar, nos alegrar, nos posicionar do lado da paz, agir com longanimidade. Nosso papel é dizer não à carne, e sim ao Espírito, e Deus se encarregará de produzir em nós o fruto do seu

Espírito.

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