O que Deus espera do seu povo?

Logo após o nascimento de Jesus em Belém, no reinado de Herodes, apareceram em Jerusalém sábios do oriente, procurando pelo menino recém-nascido rei de Israel, porque queriam adorá-lo (V1,2)

1. Deus espera que seu povo não seja religioso, mas que o busque com sinceridade.


Mateus contrasta os sacerdotes e escribas consultados por Herodes sobre o Messias, com esses sábios que nem eram judeus, mas vieram de tão longe, para adorar o Messias. Eles estavam numa fase investigativa, porém muito sincera, por isso Deus sinalizou por duas vezes através de uma estrela a chegada e o paradeiro do Messias. Isso nos diz que qualquer pessoa sincera pode encontrar a verdade. Herodes soube da verdade, mas não quis aceita-la, os religiosos tinham o livro que continha a verdade, mas não fizeram caso. Neste sentido, aquele que está num caminho de busca da verdade, está, perante Deus, numa condição melhor, do que um religioso com um discurso desprovido de vida.

Assim também irmãos não basta termos o conhecimento da verdade, é preciso que nos abramos para ela, para que ela nos transforme E conhecereis (no sentido de tomar posse) a verdade, e a verdade vos libertará. Que como os sábios, sejamos ávidos, autênticos, sinceros, no nosso relacionamento com Deus.

2. Deus espera que seu povo responda aos sinais da sua misericórdia, com o melhor da vida.


Quando Herodes soube da chegada dos sábios procurando o recém-nascido rei dos judeus, chamou os escribas e fariseus, para saber onde ele nasceria. Eles disseram que era em Belém da Judéia. Herodes mandou chamar os sábios, e deu-lhes essa informação, ordenando que fossem a Belém, e trouxessem para ele tudo que descobrissem a respeito do menino, porque ele também queria adorá-lo, mas sua intenção era mata-lo. A estrela reapareceu e levou os sábios exatamente onde Jesus estava, e eles prostrados, o adoraram, oferecendo presentes: ouro, incenso e mirra. Era costume da época, levar presentes às visitas feitas ao soberano. Por isso, levaram presentes caríssimos para dar de presente a um rei, o filho de Deus, demonstrando grande afeto a Jesus. E o que pode nos ser mais caro do que a nossa própria vida entregue nas mãos de Jesus, e no altar de Deus. Ou como diz Paulo: nossos corpos entregues como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, tudo o que somos, tudo o que temos colocados no altar de Deus como resposta às misericórdias de Deus, reveladas em Jesus.

Esse é o ouro, o incenso e mirra que podemos oferecer em gratidão a Deus, por tudo o que ele, em Jesus, fez por nós. Que como os sábios, respondamos às misericórdias de Deus, com o melhor de nossa vida.

3. Deus espera daquele que discerniu o Messias e ouviu sua voz, que não trilhe mais o caminho da perversidade.


Depois do encontro com o menino Jesus, num sonho profético, os sábios, foram advertidos a não voltar a Herodes, por isso partiram sem serem vistos e voltaram por outro caminho (V12). É isso que se espera daquele que teve um encontro com Jesus, e ouviu a voz de Deus, que mudem o caminho, porque já não se identificam mais com gente como Herodes. No mundo há gente perversa como Herodes, mas graças a Deus, há também pessoas que ao terem esse encontro com Jesus, mudam o caminho, e passam a ser promotores da vida, por estarem a serviço daquele que disse: O ladrão vem para roubar, matar e destruir, mas eu vim para que tenham vida, e vida em abundância. Que nosso encontro com Jesus, mude radicalmente nossa caminhada.


4. Deus espera que seu povo esteja aberto para ter a vida marcada pela sua sobrenaturalidade, e isso pressupõe fé.


Em três ocasiões José foi visitado por anjos, que falavam da parte de Deus. A primeira foi depois que os sábios partiram, o anjo de Deus apareceu a José num sonho e ordenou: que fugissem para o Egito, e que ficassem lá até segunda ordem, porque Jesus corria o risco de ser morto por Herodes (13). A segunda vez, foi Depois da morte de Herodes, quando recebeu em sonho a mensagem de que deveria voltar para Israel, porque Herodes estava morto (19,20). A terceira vez foi quando José ao saber que Arquelau reinava na Judeia em lugar de seu pai, e por isso temeu, foi avisado em sonho que deveria fixar residência na Galileia, mais especificamente em Nazaré. A mente, o espírito, o coração de José, já estavam abertos ao sobrenatural de Deus. José ia dormir já sabendo que a qualquer momento poderia ser visitado em sonho por anjos, e por divina revelação, daria os próximos passos. Assim somos nós, parte de um povo que não caminha nos limites do ordinário, do natural, mas abertos as manifestações extraordinárias e sobrenaturais de Deus.

Enfim, damos um passo a mais com relação aos limites da lógica, da ciência, do mundo natural. Por isso, também é que a gente crê na intervenção sobrenatural de Deus em nossa vida, para nos salvar, para nos curar, para nos livrar, para nos prover. Por isso a gente ora, na expectativa de receber da parte de Deus uma intervenção sobrenatural, realizando o que o homem não pode realizar. Que Deus quebre em nós qualquer resquício de racionalismo, dúvida e incredulidade, para que caminhemos por fé, abertos às ações sobrenaturais de Deus em nossa vida.

5. Deus espera que seu povo absorva os valores de Reino de Deus, e não do mundo. Jesus poderia ter nascido na capital Jerusalém.


Mas ele nasce de uma família humilde, e tanto Belém, onde nasceu quanto Nazaré onde fixou residência, eram cidades humildes, pequenas e inexpressivas (V6). Esses fatos revelam quão irreconciliáveis são os valores do Reino e os valores do Mundo. Neste sentido, as ações de Deus na história da redenção, sempre nos surpreenderá, porque Deus não avalia como avalia o homem, porque não está condicionado aos valores desse mundo. É por isso que, como diz Paulo, Deus usa as coisas loucas para confundir as sábias, escolhe as fracas, para confundir os fortes, e as coisas vis, e desprezíveis e as que não são, para aniquilar as que são (1Co 1:27-28). Que derivemos nossas ações, atitudes, decisões, dos valores do Reino de Deus, que são diametralmente opostos aos valores do mundo.

6. Deus espera que seu povo creia na sua soberania e na sua fidelidade.


O verso 5 e 6 afirmam que Jesus nasceu em Belém, para que se cumprisse a profecia de Miqueias. O verso 15 revela que a família de José fugiu para o Egito, para que se cumprisse a profecia de Oseias que diz: Do Egito chamei meu filho. O verso 17 diz que a matança dos meninos de Belém, fora profetizada por Jeremias. O verso 23 diz a família de José foi morar em Nazaré, para que se cumprisse a profecia dos profetas que dizia: Ele será chamando Nazareno. Queridos, isso nos diz três coisas: Deus é o soberano Senhor da história, ele está no controle de todas as coisas. Deus é fiel à sua palavra, as suas promessas, à sua aliança, a si mesmo. Por isso vela pelo cumprimento da sua Palavra. A unidade das escrituras, dão conta da sua veracidade. Deus agiu de maneira especial controlando todas as situações para o

cumprimento dos seus propósitos.

Ou seja, nada nem ninguém pode frustrar os planos de Deus para sua vida. Como diz a escritura: agindo Deus, quem impedirá? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Que, especialmente em momentos de adversidade, creiamos que Deus está no trono, e que sua Palavra é veraz, e que ele é fiel às suas palavras e promessas. Porque o fato de crermos na soberania, na fidelidade de Deus, retira de nós toda ansiedade, todo medo, toda insegurança.

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