Atravessando as tempestades da vida (Mt 8)

Queridos, nenhum de nós vai passar pela existência sem o enfrentamento das tempestades da vida, que podem nos visitar em forma de uma enfermidade, de uma crise conjugal, de um desemprego, de uma falência, de problemas emocionais, de tragédias, de uma crise de fé, de conflitos familiares, de perdas, de privações, de perseguições, que abalam nossa estrutura.

Esse texto, nos convida a olhar para as tempestades de uma maneira construtiva, considerando quatro princípios.


1. A presença de Jesus em nosso barco, não nos isenta das tempestades. V23


Eles navegavam sob a ordem e a autoridade e a presença de Jesus, e nem por isso estavam brindados para as tempestades. Eles estavam onde Jesus mandou que estivessem, indo para onde Jesus mandou que fossem, no entanto tiveram que enfrentar a tempestade. Queridos, aprendamos esse princípio: navegar no mar da vida, em obediência a Deus, contando com a presença de Jesus em nosso barco, não garante calmaria o tempo todo, na travessia da existência.

Como você processa isso no seu coração? Você está fazendo a vontade de Deus, navegando na obediência e logo a frente você enfrenta a maior tempestade de sua vida.

2. Em meio as tempestades da vida, somos visitados pelo medo, pela dúvida, e isso é parte da nossa humanidade. V24,25. Imaginem a situação, eles em perigo iminente de naufragar, e Jesus dormindo confortavelmente na popa do barco sobre uma almofada, quando é acordado por eles com esta reprimenda: Mestre o Senhor não se importa com o fato de estarmos perecendo? É comum na hora da tempestade termos a sensação de que estamos sós. De que o céu está em silêncio, e não vai se pronunciar. Por isso, a pergunta: O Senhor não vai fazer nada para nos socorrer? Talvez esse seja hoje o clamor da sua alma, não há mais tempo, urge que o Senhor intervenhas, do contrário perecerei. Queridos, quando as tempestades nos alcançam e desestabilizam nosso barco, tememos que nossa vida seja inviabilizada, e nesse momento em razão do medo, das dúvidas, falsas crenças podem invadir nosso coração. Será que Deus está comigo nessa tempestade ou vou ter de enfrentá-la solitariamente? Será que Deus está se importando de fato com minha situação?

Aqui no caso dos discípulos, parecia estar havendo um conflito entre o cronos, o tempo medido, e o Kairós, o tempo de Deus. No cronos, eles poderiam pensar, não há mais tempo, ou ele age agora ou vamos perecer. Mas Jesus inverte a ordem, primeiro ele acalma a tempestade interior, depois a exterior. Não tem hora que você diz assim, já orei, já entreguei, mas não dá mais para esperar. Nessa hora um minuto vira uma eternidade, em razão da ansiedade presente em nosso coração. É muito difícil para nós lidar com a aparente demora de Deus. Por exemplo, você faz seu orçamento e dá conta de que as despesas ficaram maiores que a receita, e cada mês será acumulado um déficit, e você pensa: não dá para esperar mais tempo, se continuar assim o barco vai afundar.


3. Em meio às tempestades da vida, somos testados em nossa fé. V26

Esse é mais um dos milagres de Jesus. Ele está acalmando a tempestade, expressando a sua autoridade sobre os elementos da natureza. Jesus não tem autoridade apenas sobre as enfermidades, sobre os espíritos malignos, mas tem autoridade também sobre os elementos da natureza. Esse Jesus tem todo poder. Qual é o seu problema? Ele tem poder para resolver. Qual é a sua dificuldade? Ele tem poder sobre ela! Não há situação da vida, diante da qual Jesus se sentiria impotente.

Antes de acalmar a tempestade circunstancial, ele precisava acalmar a tempestade interior presente no coração dos discípulos, tirando-os do medo para a fé. Talvez, a tempestade que assola você não seja a crise circunstancial, de fora, mas o drama emocional de dentro (medo, insegurança, angústia, depressão). Mas eu quero dizer para você que Jesus é poderoso tanto para acalmar a tempestade circunstancial, quanto a tempestade emocional.

Você mesmo pode confirmar, se o período em que você mais se aproximou de Deus, em que você mais teve seu coração quebrantado, em que você mais cresceu na fé, em que você mais amadureceu, não foi num período de tempestade. A bem da verdade irmãos, somos muito mais forjados em meio às tempestades da vida, do que nos momentos de calmaria. Você aprende mais num dia de luto, do que em anos de celebração.

Não tenha medo, isso tudo não é estranho na caminhada com Jesus, pode ser que Deus esteja provando sua fé, preparando você para cometimentos maiores, todavia saiba que ele tem autoridade para repreender qualquer que seja a tempestade. E você sairá dessa, acrescido em fé, mais seguro em Deus, mais confiante, mais descansado, mais pacificado, mais maduro, mais experiente, para o enfrentamento das eventuais tempestades que por ventura possam vir.

Por que os discípulos deveriam manifestar a fé, em meio a tempestade? Por duas razões.

Primeiro, porque quem disse que passariam: passemos para a outra margem foi Jesus. Essa ordem por si só deveria ser a garantia de que eles atravessariam aquela tempestade com o respaldo de Jesus. Eles estavam sem fé e com medo porque duvidaram que a palavra de Jesus pudesse se cumprir.

Segundo, porque Jesus, o criador do vento, do mar, das águas, dos céus, da terra, do universo, estava no barco. Esse barco não afundaria simplesmente porque estava presente nele, o Deus todo poderoso.

A certeza da presença de Deus lança fora o temor. Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum porque tu estas comigo.


4. As tempestades nunca nos deixam onde nos pegam. V27

Passada a tempestade aqueles homens apavorados, comidos de insegurança e medo, agora estão maravilhados, tomados não mais de medo, mas de temor, reverência e admiração. Apesar de, já a tempo terem convivido com Jesus, depois da tempestade é que puderam conhecer mais profundamente o mestre.

Se os irmãos observarem no NT a palavra tribulação, vem sempre seguida da palavra produz. Ou seja, a tempestade vencida produz perseverança, produz experiência, produz esperança, gera um coração confiante, produz têmpera melhorada, produz caráter firma, produz maturidade, produz convicção de fé que gera uma resistência inabalável. E, depois de passar pelas tempestades da vida, como sobreviventes da fé, nosso coração se enche de um santo temor, e ficamos, como os discípulos maravilhados com a soberania, com o poder e a autoridade de Deus sobre todas as circunstâncias.


Conclusão

Jesus é aquele que, como esses discípulos, foi convocado por Deus a entrar no barco da humanidade, num caminho de obediência, mas isso não foi garantia de isenção da tempestade.

A pior tempestade enfrentada por Jesus foi a morte de cruz. E, humano como nós, Jesus pediu a Deus a isenção dessa tempestade dizendo: Agora a minha alma está perturbada; e que direi eu? Pai, salva-me desta hora; e seguida ele diz: mas para isso vim a esta hora. Pai, se é possível passa de mim esse cálice; todavia não seja como eu quero, mas como tu queres. Ou seja, a tempestade fazia parte do plano de Deus para Jesus e para a humanidade.

E, mais do alto da cruz, em meio à tempestade teve, como nós, a sensação de abandono: Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste. Todavia, sob a bênção, o poder e a soberania de Deus, Jesus atravessou a tempestade, atravessou a cruz, atravessou a morte e saiu do outro lado ressurreto, glorificado, exaltado.

E agora está a destra do Pai, governando o universo, e intercedendo por mim e por você. Porque Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo nome; para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai.

Esse Jesus que atravessou a tempestade de maneira altaneira, é aquele que diz a você: no mundo enfrentareis tempestades, mas tende bom ânimo, eu venci, e vocês vencerão!

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